O Plano de Segurança de Água (PSA) da Águas do Cávado tem suscitado o interesse de diversas entidades nacionais e internacionais e já foi tema de vários artigos científicos, depois da empresa se ter “antecipado” à publicação oficial da 3ª edição das Guidelines for Drinking Water Quality, da Organização Mundial de Saúde e da Bonn Charter for Drinking Water,International Water Association (IWA). publicada pela
Carla Morais, responsável pela Área Funcional da Qualidade Total da empresa, sublinha o desafio colocado pela elaboração do plano, um trabalho que começou em 2003. «O projecto aplica-se a um sistema de importância significativa para uma grande mancha populacional do Norte do País. Além disso, é um trabalho pioneiro em Portugal, que foi mais simplificado devido ao facto da empresa dispor, já na altura, de um Sistema de Gestão da Qualidade segundo a norma EN ISO 9001:2000. Foram elaborados novos documentos e incorporou-se a metodologia nos diversos procedimentos internos e em algumas instruções de trabalho», revela.
Avaliação do risco de todo o sistema
No PSA da Águas do Cávado existe uma avaliação dos riscos em todo o sistema de abastecimento, onde estão identificados os eventos perigosos que podem ocorrer e o perigo que lhe está associado. Com base na avaliação de riscos foram identificadas medidas de controlo e diversos parâmetros que são monitorizados periodicamente, uma garantia do bom funcionamento do sistema. As medições são feitas de diversas formas (telegestão, medições on-line, inspecções visuais) e todas elas são registadas, tendo em conta, por exemplo, os limites de alerta e as frequências de monitorização.
A empresa sublinha o aumento da qualidade de vida e da saúde pública dos consumidores, com água fornecida a várias entidades e empresas da região (Águas de Barcelos, Esposende Ambiente, Indaqua Santo Tirso/Trofa, Câmara Municipal de Vila do Conde, da Póvoa de Varzim, de Vila Nova de Famalicão e da Maia) e defende que o PSA vem diminuir e controlar riscos identificados.
A Águas do Cávado admite que uma das dificuldades do PSA é a falta de um software próprio para a gestão de rotina, um problema que pode ser ultrapassado em breve, depois de terminado a plataforma que a IWA está a desenvolver, em conjunto com a AdC e outras entidades nacionais e internacionais.
sexta-feira, 5 de dezembro de 2008
domingo, 30 de novembro de 2008
Atlas das Aves Nidificantes em Portugal (1999-2005)
Atlas das Aves Nidificantes em Portugal (1999-2005)
Após seis anos de trabalhos de campo vai ser lançado o novo Atlas das Aves Nidificantes em Portugal. O Altlas será apresentado na Fundação Calouste Gulbenkian (Lisboa), pelas 15h00, no próximo dia 2 de Dezembro.
Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade, Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves, Parque Natural da Madeira e Secretaria Regional do Ambiente e do Mar (21-11-2008)
Após a publicação em 1989 do Atlas das Aves que nidificam em Portugal Continental, o Atlas das Aves Nidificantes em Portugal (1999-2005) surge como resultado de um projecto que colige dados recolhidos durante seis anos de trabalho de campo realizado no território continental e, pela primeira vez com estas características, nas regiões autónomas dos Açores e da Madeira.
Enquadramento
Este livro responde à necessidade de obter-se informação actualizada sobre a avifauna nidificante, indispensável ao cumprimento dos compromissos que Portugal tem assumido, designadamente para a resposta às obrigações Comunitárias impostas pela Directiva Aves e também pela Directiva Habitats (transpostas para a ordem jurídica nacional pelo Decreto-Lei n.º 140/99, de 24 de Abril, republicado pelo Decreto-Lei n.º 49/2005, de 24 de Fevereiro), e no âmbito da Estratégia Nacional de Conservação da Natureza e da Biodiversidade (Resolução do Conselho de Ministros n.º 152/2001, de 11 de Outubro).
Historial
Este Atlas, que começou a ser planeado em 1997 pelo Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade (ICNB), evoluiu para uma parceria fundamental com três outras entidades: a Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves (SPEA), associação não governamental que trabalha para a conservação das aves e dos seus habitats em Portugal, e que reúne inúmeros associados interessados por este grupo faunístico; o Parque Natural da Madeira (PNM) e a Secretaria Regional do Ambiente e do Mar (SRAM), entidades com competência em matéria de conservação das aves selvagens respectivamente nas regiões autónomas da Madeira e dos Açores.
Em 2000, o ICNB, enquanto líder do processo assegurou o financiamento do atlas até à sua conclusão através do Programa Operacional do Ambiente/FEDER.
Objectivos principais
1) actualizar a informação sobre a distribuição das espécies de aves que nidificam em Portugal;
2) descrever o padrão da abundância destas espécies;
3) recolher informação para servir de base a uma análise das alterações ocorridas nos últimos 15 anos nas áreas de distribuição, à escala nacional.
Informação
A publicação disponibiliza informação sobre a distribuição das 235 espécies de aves para as quais se registaram indícios de nidificação em Portugal entre 1999 e 2005. De entre estas, apresentam-se 221 espécies autóctones e 14 não autóctones registadas como nidificantes, constituindo um ponto de situação inédito para Portugal.
Esta informação está organizada em quatro secções:
1) espécies autóctones com nidificação regular;
2) espécies autóctones com nidificação irregular;
3) espécies não autóctones com nidificação regular;
4) espécies não autóctones com nidificação irregular.
A inclusão dos dois últimos grupos resulta do aumento de episódios de nidificação de espécies de aves não autóctones em Portugal, comprovado pelas observações registadas durante a realização dos trabalhos de campo.
Para além de mapas de distribuição, são igualmente apresentados mapas dos padrões de abundância referentes a um grande número de espécies. A publicação inclui ainda capítulos que resumem a metodologia utilizada e os resultados gerais do trabalho, bem como o enquadramento geográfico da área de estudo e temas relacionados com a biogeografia, o uso do território e a conservação das aves nidificantes. Também é apresentada uma análise das principais alterações ocorridas em termos históricos na distribuição das espécies.
Envolvimento
Desde o arranque do projecto esteve sempre subjacente a intenção de envolver o maior número possível de participantes. Por esse motivo, para além de ornitólogos profissionais, parte dos quais contratada para executar tarefas mais específicas, e de elementos das entidades parceiras, foi assegurado um esquema de colaboração aberto a observadores voluntários. A mobilização, empenho e contributo deste numeroso grupo de participantes vieram a revelar-se vitais para o alcance dos principais objectivos do projecto. A SPEA foi a entidade responsável pela organização desta importante frente de trabalho. O recrutamento e a formação de novos observadores de aves, resultado de toda a dinâmica criada pelo Atlas, contribuíram de forma efectiva para o enriquecimento da ornitologia nacional.
Para além de uma equipa de coordenação que envolveu especialistas na área da ornitologia, este livro contou com a participação de uma equipa de cerca de 100 autores convidados para a elaboração dos textos e mais de 500 colaboradores nos trabalhos de campo, na sua grande maioria voluntários.
Com 592 páginas a cores, esta publicação, que inclui mais de 200 desenhos originais da autoria de alguns dos melhores artistas portugueses de ilustração científica, só foi possível através da parceria realizada entre o ICNB e a prestigiada editora Assírio & Alvim.
A apresentação do Livro “Atlas das Aves Nidificantes em Portugal” terá lugar no auditório 3 da Fundação Calouste Gulbenkian (Lisboa), pelas 15.00 h, no próximo dia 2 de Dezembro.
Para além de representantes das 4 entidades parceiras do Projecto (ICNB, SPEA, PNM e SRAM) e da editora Assírio & Alvim, a apresentação irá contar com a presença e intervenção dos Exmos. Srs. Secretário de Estado do Ambiente e Presidente do Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade.
No local da apresentação, o "Atlas das Aves Nidificantes em Portugal 1999-2005" estará à venda com o preço de lançamento de 55,00 Euros.
quinta-feira, 20 de novembro de 2008
Transplante de traqueia com tecido do paciente
Possibilidade de rejeição afastada, cinco meses após operação
Paolo Macchiarini e Cláudia Castillo em Barcelona
Um transplante de traqueia com tecido do próprio para conseguir que o sistema imunitário aceitasse o órgão, hibrido, sem necessidade de recorrer a medicação imunosupressora foi o resultado de um trabalho de médicos do Hospital Clínic de Barcelona e do Politécnico de Milão e das universidades de Bristol e de Pádua que ajudaram a paciente a ter uma vida normal.
Cláudia Castillo, uma mulher colombiana de 30 anos a residir em Espanha, sofria de tuberculose há vários anos e dependia de internamentos hospitalares regulares para desobstruir as suas vias respiratórias, depois de ter sofrido um colapso agudo do pulmão esquerdo, em Março. Inicialmente, os médicos pensaram que a única possibilidade era a remoção de todo o pulmão esquerdo mas o chefe de cirurgia de um hospital de Barcelona propôs que fosse realizado, em vez disso, um transplante de traqueia.
Paolo Macchiarini e Cláudia Castillo em Barcelona
Um transplante de traqueia com tecido do próprio para conseguir que o sistema imunitário aceitasse o órgão, hibrido, sem necessidade de recorrer a medicação imunosupressora foi o resultado de um trabalho de médicos do Hospital Clínic de Barcelona e do Politécnico de Milão e das universidades de Bristol e de Pádua que ajudaram a paciente a ter uma vida normal.
Cláudia Castillo, uma mulher colombiana de 30 anos a residir em Espanha, sofria de tuberculose há vários anos e dependia de internamentos hospitalares regulares para desobstruir as suas vias respiratórias, depois de ter sofrido um colapso agudo do pulmão esquerdo, em Março. Inicialmente, os médicos pensaram que a única possibilidade era a remoção de todo o pulmão esquerdo mas o chefe de cirurgia de um hospital de Barcelona propôs que fosse realizado, em vez disso, um transplante de traqueia.
quarta-feira, 29 de outubro de 2008
Vamos votar na cortiça portuguesa (cork)

Uma conhecida revista australiana (Gourmet traveller) tem em curso um processo de votação online sobre as preferências dos consumidores para o tipo de vedante nos vinhos tintos.
Esta é uma boa oportunidade para expressarmos a nossa opinião!
Sugere-se por isso a máxima divulgação e respectiva votação, o que pode ser feito através do seguinte link:
http://gourmettraveller.com.au/wine_polls.htm
sexta-feira, 24 de outubro de 2008
Peixes de água doce e dunas são os mais mal conservados da Rede Natura
Último relatório de implementação da Directiva Habitats
Peixes de água doce e dunas são os mais mal conservados da Rede Natura
Os peixes de água doce e as dunas apresentam o pior estado de conservação na avaliação dos sítios Rede Natura 2000 do último relatório nacional de implementação da Directiva Habitats (2001-2006), hoje divulgado.
O secretário de Estado do Ambiente, Humberto Rosa, à margem da apresentação do relatório, defendeu não constituir "surpresa" o estado de conservação daquelas espécies e daquele habitat: "Os habitats costeiros e os dunares são em todo o mundo os que sofrem mais intervenção humana. Não nos devemos surpreender".
O objectivo daquele relatório é o de avaliar, de seis em seis anos, o resultado da aplicação da directiva, nomeadamente no que respeita ao contributo dos sítios classificados como Rede Natura 2000 na conservação dos habitats naturais e das espécies de flora e fauna. Cerca de "metade dos habitats" avaliados revelaram uma avaliação global "desfavorável e inadequada", explicou Manuela Nunes, do Instituto da Conservação da Natureza e Biodiversidade (ICNB), entidade responsável pela elaboração do relatório.
Apesar disso, 30 por cento dos habitats tiveram uma avaliação global favorável (habitats rochosos, formações herbáceas, charnecas e matos), assim como quase 80 por cento dos habitats da Macaronésia (região que abarca os Açores e a Madeira). Manuela Nunes defendeu que uma cartografia actualizada da distribuição de habitats no Continente permitiria uma melhor avaliação do seu estado de conservação.
O grupo da flora foi, naquela avaliação, um dos que apresentou mais lacunas ao nível da informação de base, não tendo sido sequer realizada uma avaliação global da flora no Continente. Mas nos Açores e Madeira mais de 40 por cento das espécies da flora tiveram uma avaliação global favorável. "Na fauna, a maior parte das espécies apresentou um estado de conservação desfavorável ou inadequado. Os anfíbios e répteis foram os grupos com maior percentagem de avaliações favoráveis", adiantou aquela responsável do ICNB.
Mas também para a fauna a informação disponibilizada não é muita, assumindo o ICNB que para "algumas" espécies das regiões Mediterrânica e Atlântica o "conhecimento existente não permitiu efectuar a avaliação global". O relatório revela que também o grupo da fauna apresenta lacunas na informação de base, em particular nos invertebrados, morcegos não cavernícolas e vertebrados marinhos. Portugal acaba de enviar o relatório para a Comissão Europeia, cumprindo uma obrigação imposta pela própria directiva Habitats.
Peixes de água doce e dunas são os mais mal conservados da Rede Natura
Os peixes de água doce e as dunas apresentam o pior estado de conservação na avaliação dos sítios Rede Natura 2000 do último relatório nacional de implementação da Directiva Habitats (2001-2006), hoje divulgado.
O secretário de Estado do Ambiente, Humberto Rosa, à margem da apresentação do relatório, defendeu não constituir "surpresa" o estado de conservação daquelas espécies e daquele habitat: "Os habitats costeiros e os dunares são em todo o mundo os que sofrem mais intervenção humana. Não nos devemos surpreender".
O objectivo daquele relatório é o de avaliar, de seis em seis anos, o resultado da aplicação da directiva, nomeadamente no que respeita ao contributo dos sítios classificados como Rede Natura 2000 na conservação dos habitats naturais e das espécies de flora e fauna. Cerca de "metade dos habitats" avaliados revelaram uma avaliação global "desfavorável e inadequada", explicou Manuela Nunes, do Instituto da Conservação da Natureza e Biodiversidade (ICNB), entidade responsável pela elaboração do relatório.
Apesar disso, 30 por cento dos habitats tiveram uma avaliação global favorável (habitats rochosos, formações herbáceas, charnecas e matos), assim como quase 80 por cento dos habitats da Macaronésia (região que abarca os Açores e a Madeira). Manuela Nunes defendeu que uma cartografia actualizada da distribuição de habitats no Continente permitiria uma melhor avaliação do seu estado de conservação.
O grupo da flora foi, naquela avaliação, um dos que apresentou mais lacunas ao nível da informação de base, não tendo sido sequer realizada uma avaliação global da flora no Continente. Mas nos Açores e Madeira mais de 40 por cento das espécies da flora tiveram uma avaliação global favorável. "Na fauna, a maior parte das espécies apresentou um estado de conservação desfavorável ou inadequado. Os anfíbios e répteis foram os grupos com maior percentagem de avaliações favoráveis", adiantou aquela responsável do ICNB.
Mas também para a fauna a informação disponibilizada não é muita, assumindo o ICNB que para "algumas" espécies das regiões Mediterrânica e Atlântica o "conhecimento existente não permitiu efectuar a avaliação global". O relatório revela que também o grupo da fauna apresenta lacunas na informação de base, em particular nos invertebrados, morcegos não cavernícolas e vertebrados marinhos. Portugal acaba de enviar o relatório para a Comissão Europeia, cumprindo uma obrigação imposta pela própria directiva Habitats.
Último relatório de implementação da Directiva Habitats - Peixes de água doce e dunas são os mais mal conservados da Rede Natura
Último relatório de implementação da Directiva Habitats
Peixes de água doce e dunas são os mais mal conservados da Rede Natura
Lusa
Os peixes de água doce e as dunas apresentam o pior estado de conservação na avaliação dos sítios Rede Natura 2000 do último relatório nacional de implementação da Directiva Habitats (2001-2006), hoje divulgado.
O secretário de Estado do Ambiente, Humberto Rosa, à margem da apresentação do relatório, defendeu não constituir "surpresa" o estado de conservação daquelas espécies e daquele habitat: "Os habitats costeiros e os dunares são em todo o mundo os que sofrem mais intervenção humana. Não nos devemos surpreender".
O objectivo daquele relatório é o de avaliar, de seis em seis anos, o resultado da aplicação da directiva, nomeadamente no que respeita ao contributo dos sítios classificados como Rede Natura 2000 na conservação dos habitats naturais e das espécies de flora e fauna. Cerca de "metade dos habitats" avaliados revelaram uma avaliação global "desfavorável e inadequada", explicou Manuela Nunes, do Instituto da Conservação da Natureza e Biodiversidade (ICNB), entidade responsável pela elaboração do relatório.
Apesar disso, 30 por cento dos habitats tiveram uma avaliação global favorável (habitats rochosos, formações herbáceas, charnecas e matos), assim como quase 80 por cento dos habitats da Macaronésia (região que abarca os Açores e a Madeira). Manuela Nunes defendeu que uma cartografia actualizada da distribuição de habitats no Continente permitiria uma melhor avaliação do seu estado de conservação.
O grupo da flora foi, naquela avaliação, um dos que apresentou mais lacunas ao nível da informação de base, não tendo sido sequer realizada uma avaliação global da flora no Continente. Mas nos Açores e Madeira mais de 40 por cento das espécies da flora tiveram uma avaliação global favorável. "Na fauna, a maior parte das espécies apresentou um estado de conservação desfavorável ou inadequado. Os anfíbios e répteis foram os grupos com maior percentagem de avaliações favoráveis", adiantou aquela responsável do ICNB.
Mas também para a fauna a informação disponibilizada não é muita, assumindo o ICNB que para "algumas" espécies das regiões Mediterrânica e Atlântica o "conhecimento existente não permitiu efectuar a avaliação global". O relatório revela que também o grupo da fauna apresenta lacunas na informação de base, em particular nos invertebrados, morcegos não cavernícolas e vertebrados marinhos. Portugal acaba de enviar o relatório para a Comissão Europeia, cumprindo uma obrigação imposta pela própria directiva Habitats.
Peixes de água doce e dunas são os mais mal conservados da Rede Natura
Lusa
Os peixes de água doce e as dunas apresentam o pior estado de conservação na avaliação dos sítios Rede Natura 2000 do último relatório nacional de implementação da Directiva Habitats (2001-2006), hoje divulgado.
O secretário de Estado do Ambiente, Humberto Rosa, à margem da apresentação do relatório, defendeu não constituir "surpresa" o estado de conservação daquelas espécies e daquele habitat: "Os habitats costeiros e os dunares são em todo o mundo os que sofrem mais intervenção humana. Não nos devemos surpreender".
O objectivo daquele relatório é o de avaliar, de seis em seis anos, o resultado da aplicação da directiva, nomeadamente no que respeita ao contributo dos sítios classificados como Rede Natura 2000 na conservação dos habitats naturais e das espécies de flora e fauna. Cerca de "metade dos habitats" avaliados revelaram uma avaliação global "desfavorável e inadequada", explicou Manuela Nunes, do Instituto da Conservação da Natureza e Biodiversidade (ICNB), entidade responsável pela elaboração do relatório.
Apesar disso, 30 por cento dos habitats tiveram uma avaliação global favorável (habitats rochosos, formações herbáceas, charnecas e matos), assim como quase 80 por cento dos habitats da Macaronésia (região que abarca os Açores e a Madeira). Manuela Nunes defendeu que uma cartografia actualizada da distribuição de habitats no Continente permitiria uma melhor avaliação do seu estado de conservação.
O grupo da flora foi, naquela avaliação, um dos que apresentou mais lacunas ao nível da informação de base, não tendo sido sequer realizada uma avaliação global da flora no Continente. Mas nos Açores e Madeira mais de 40 por cento das espécies da flora tiveram uma avaliação global favorável. "Na fauna, a maior parte das espécies apresentou um estado de conservação desfavorável ou inadequado. Os anfíbios e répteis foram os grupos com maior percentagem de avaliações favoráveis", adiantou aquela responsável do ICNB.
Mas também para a fauna a informação disponibilizada não é muita, assumindo o ICNB que para "algumas" espécies das regiões Mediterrânica e Atlântica o "conhecimento existente não permitiu efectuar a avaliação global". O relatório revela que também o grupo da fauna apresenta lacunas na informação de base, em particular nos invertebrados, morcegos não cavernícolas e vertebrados marinhos. Portugal acaba de enviar o relatório para a Comissão Europeia, cumprindo uma obrigação imposta pela própria directiva Habitats.
segunda-feira, 20 de outubro de 2008
Fêmea de tubarão dá à luz por partenogénese
Fêmea de tubarão dá à luz por partenogénese
Artigo publicado no Journal of Fish Biology
Um tubarão fêmea virgem vai dar à luz uma cria, naquele que se assume já como o segundo caso de reprodução de tubarões por partenogénese, anunciam investigadores norte-americanos, num artigo publicado no Journal of Fish Biology.
A reprodução por partenogénese não exige a fecundação por um macho. A situação foi estudada por um biólogo perito em tubarões que provou com um teste de ADN que uma cria que nasceu anteriormente nesta situação não tinha material genético de um pai.
A fêmea virgem que vai dar a luz é da espécie Carcharhinus limbatus, vulgarmente designada por tubarão-de-pontas-negras, e vive há oito anos no aquário de Norfolk Canyon, na Virgínia, noticia o Jornal de Notícias.
Este é já o segundo caso de partenogénese em tubarões, tendo o primeiro acontecido em Maio de 2007 no aquário do zoo de Omaha (Nebraska) com uma fêmea de tubarão-martelo.
Este caso vem mostrar que a partenogénese pode tornar-se mais frequente entre os tubarões «se a densidade da sua população baixar demasiado, fazendo com que as fêmeas tenham mais dificuldade em encontrar machos», explicou o biólogo da Universidade Nova Southeastern, na Florida.
Artigo publicado no Journal of Fish Biology
Um tubarão fêmea virgem vai dar à luz uma cria, naquele que se assume já como o segundo caso de reprodução de tubarões por partenogénese, anunciam investigadores norte-americanos, num artigo publicado no Journal of Fish Biology.
A reprodução por partenogénese não exige a fecundação por um macho. A situação foi estudada por um biólogo perito em tubarões que provou com um teste de ADN que uma cria que nasceu anteriormente nesta situação não tinha material genético de um pai.
A fêmea virgem que vai dar a luz é da espécie Carcharhinus limbatus, vulgarmente designada por tubarão-de-pontas-negras, e vive há oito anos no aquário de Norfolk Canyon, na Virgínia, noticia o Jornal de Notícias.
Este é já o segundo caso de partenogénese em tubarões, tendo o primeiro acontecido em Maio de 2007 no aquário do zoo de Omaha (Nebraska) com uma fêmea de tubarão-martelo.
Este caso vem mostrar que a partenogénese pode tornar-se mais frequente entre os tubarões «se a densidade da sua população baixar demasiado, fazendo com que as fêmeas tenham mais dificuldade em encontrar machos», explicou o biólogo da Universidade Nova Southeastern, na Florida.
quarta-feira, 15 de outubro de 2008
Bióloga portuguesa em organização europeia
Cecília Arraiano eleita
Bióloga portuguesa em organização europeia
A bióloga portuguesa Cecília Arraiano foi eleita esta quarta-feira membro vitalício da Organização Europeia de Biologia Molecular (EMBO).
Cecília Arraiano mostrou-se muito satisfeita com a eleição, considerando que traz “um sabor especial” por ser um reconhecimento internacional da carreira que tem desenvolvido no Instituo de Tecnologia Química e Biologia, na Universidade Nova de Lisboa.
Licenciada em Biologia pela Faculdade de Ciências Médicas da Universidade de Lisboa e doutorada em Genética pela Universidade da Geórgia, Cecília Arraiano é responsável por um grupo de investigação que estuda o papel da maturação e degradação do ARN (ácido ribonucleico) na regulação da expressão génica.
Cecília Arraiano torna-se o sétimo português a integrar a Organização, que conta entre os seus membros com 45 prémios Nobel.
Bióloga portuguesa em organização europeia
A bióloga portuguesa Cecília Arraiano foi eleita esta quarta-feira membro vitalício da Organização Europeia de Biologia Molecular (EMBO).
Cecília Arraiano mostrou-se muito satisfeita com a eleição, considerando que traz “um sabor especial” por ser um reconhecimento internacional da carreira que tem desenvolvido no Instituo de Tecnologia Química e Biologia, na Universidade Nova de Lisboa.
Licenciada em Biologia pela Faculdade de Ciências Médicas da Universidade de Lisboa e doutorada em Genética pela Universidade da Geórgia, Cecília Arraiano é responsável por um grupo de investigação que estuda o papel da maturação e degradação do ARN (ácido ribonucleico) na regulação da expressão génica.
Cecília Arraiano torna-se o sétimo português a integrar a Organização, que conta entre os seus membros com 45 prémios Nobel.
segunda-feira, 29 de setembro de 2008
Mais de metade dos habitats em Portugal mal tratados
Perto de 51 por cento dos habitats das regiões biogeográficas de Portugal têm um estado de conservação «desfavorável inadequado», de acordo com o Relatório de Implantação da Directiva Habitats na União Europeia, entre 2001 e 2006, que esteve em consulta pública entre os dias 28 de Julho e 15 de Setembro deste ano. Já no que toca às espécies, 22 por cento estão nas mesma situação de conservação, apesar de ainda existir um grande desconhecimento quanto ao seu estado, uma vez que 36 por cento não foi reportada.
Dentro das regiões biogeográficas abrangidas, a que apresenta maior taxa de conservação «desfavorável inadequada» nos habitats é a região Atlântica, com 63 por cento, seguida da região Mediterrânea, com 56 por cento. A região Macaronésica apresenta 38 por cento dos seus habitats no mesmo estado.
Em situação «desfavorável má» estão 18 por cento dos habitats da zona Macaronésica, 8 por cento da zona Atlântica e 7 por cento da zona Mediterrânica. A região com maior percentagem de habitats com estado de conservação «favorável» é a Marinha Macaronésica, com 75 por cento, seguida da região Macaronésica, com 36 por cento, da Mediterrânica com 31 por cento e da Atlântica com 21 por cento.
De referir que o estado de conservação dos habitats é completamente desconhecido na região Marinha Atlântica. No total, o desconhecimento soma 9 por cento das regiões biogeográficas portuguesas.
22 por cento das espécies em estado desfavorável inadequado
Em relação às espécies, cerca de 22 por cento está num estado de conservação considerado «desfavorável inadequado», enquanto que em relação a 36 por cento das espécies não foram reportadas informações. A região mais favorável é a Macaronésica, com 38 por cento, seguida da marinha Atlântica com 18 por cento, da Atlântica com 6 por cento e da Mediterrânica com 5 por cento.
Em situação «desfavorável má» estão 21 por cento das espécies da macaronésia, 12 por cento da Mediterrânica e 6 por cento da Atlântica. No topo do estado considerado «desfavorável inadequado» está a região Macaronésica, com 30 por cento, seguida da Atlântica, com 29 por cento e da marinha Macaronésica, com 27 por cento. A região mais «desconhecida» é a Marinha Macaronésica, com 69 por cento.
Em termos da categoria habitats, o que apresenta maior nível de conservação é o habitat rochoso, com cerca de 65 por cento de áreas com conservação favorável, enquanto o mais desfavorável são as dunas, com cerca de 75 por cento de áreas com conservação «desfavorável inadequada», e cerca de 25 por cento com conservação «desfavorável má».
Nos grupos de espécies, o que se encontra com maiores problemas são os peixes, com 35 por cento das espécies com conservação «desfavorável inadequada». Os reptéis são o grupo que se encontra em melhor estado de conservação, com cerca de 25 por cento das espécies com estado favorável de conservação. No entanto, o desconhecimento em relação às espécies ainda é grande. Nos mamíferos, por exemplo, essa percentagem ascende a 55 por cento das espécies.
Autor
Sofia Vasconcelos
Dentro das regiões biogeográficas abrangidas, a que apresenta maior taxa de conservação «desfavorável inadequada» nos habitats é a região Atlântica, com 63 por cento, seguida da região Mediterrânea, com 56 por cento. A região Macaronésica apresenta 38 por cento dos seus habitats no mesmo estado.
Em situação «desfavorável má» estão 18 por cento dos habitats da zona Macaronésica, 8 por cento da zona Atlântica e 7 por cento da zona Mediterrânica. A região com maior percentagem de habitats com estado de conservação «favorável» é a Marinha Macaronésica, com 75 por cento, seguida da região Macaronésica, com 36 por cento, da Mediterrânica com 31 por cento e da Atlântica com 21 por cento.
De referir que o estado de conservação dos habitats é completamente desconhecido na região Marinha Atlântica. No total, o desconhecimento soma 9 por cento das regiões biogeográficas portuguesas.
22 por cento das espécies em estado desfavorável inadequado
Em relação às espécies, cerca de 22 por cento está num estado de conservação considerado «desfavorável inadequado», enquanto que em relação a 36 por cento das espécies não foram reportadas informações. A região mais favorável é a Macaronésica, com 38 por cento, seguida da marinha Atlântica com 18 por cento, da Atlântica com 6 por cento e da Mediterrânica com 5 por cento.
Em situação «desfavorável má» estão 21 por cento das espécies da macaronésia, 12 por cento da Mediterrânica e 6 por cento da Atlântica. No topo do estado considerado «desfavorável inadequado» está a região Macaronésica, com 30 por cento, seguida da Atlântica, com 29 por cento e da marinha Macaronésica, com 27 por cento. A região mais «desconhecida» é a Marinha Macaronésica, com 69 por cento.
Em termos da categoria habitats, o que apresenta maior nível de conservação é o habitat rochoso, com cerca de 65 por cento de áreas com conservação favorável, enquanto o mais desfavorável são as dunas, com cerca de 75 por cento de áreas com conservação «desfavorável inadequada», e cerca de 25 por cento com conservação «desfavorável má».
Nos grupos de espécies, o que se encontra com maiores problemas são os peixes, com 35 por cento das espécies com conservação «desfavorável inadequada». Os reptéis são o grupo que se encontra em melhor estado de conservação, com cerca de 25 por cento das espécies com estado favorável de conservação. No entanto, o desconhecimento em relação às espécies ainda é grande. Nos mamíferos, por exemplo, essa percentagem ascende a 55 por cento das espécies.
Autor
Sofia Vasconcelos
Museu mais ecológico do mundo inaugurado em São Francisco
A Academia das Ciências da Califórnia inaugurou hoje a nova sede em São Francisco, um edifício revolucionário desenhado pelo arquitecto italiano Renzo Piano onde abriu as suas portas o museu mais ecológico do mundo. "Este museu é um presente para os nossos filhos e para as próximas gerações", disse o arquitecto na cerimónia de abertura. "Uma ferramenta para que a geração se aperceba do problema de que a Terra precisa de ajuda".
Renzo Piano confessou ter-se apaixonado pelo projecto e que passou longas horas sentado no local onde o museu seria construído, no parque Golden Gate, a reflectir sobre a melhor maneira de o incorporar naquele ambiente. O resultado é um elegante edifício de vidro e de telhado ondulado que parece ter crescido de forma natural no terreno do parque, sendo por isso já considerado o museu mais ecológico do mundo.
Na realidade, essa era a intenção do arquitecto. "Levantei o parque Golden Gate, coloquei o edifício por baixo e voltei a por a vegetação em cima", explicou. Todo o telhado do edifício - uma superfície ondulada de 10.000 metros quadrados em homenagem às colinas de São Francisco - está coberto de plantas e flores autóctones.
Esse "tecto vivo" cumpre a função de manter fresco o interior do edifício com os 13 milhões de litros de água usados por ano na rega das plantas e que são em grande parte reutilizados para outros fins no museu. A temperatura é fresca no interior, apesar do calor do exterior e só em poucas zonas do edifício existe ar condicionado.
No telhado de vidro, comportas e cortinas controladas por computadores abrem-se e fecham-se para manter a temperatura adequada dentro do recinto e facilitar a passagem da brisa do Pacífico. A reciclagem foi prioritária no desenho do edifício, sendo por exemplo utilizadas calças "jeans" velhas no isolamento das paredes. Além disso, o museu está rodeado por uma vedação envidraçada em que foram integradas células fotovoltáicas, através das quais o edifício gera 15 por cento da energia eléctrica que consome.
Renzo diz tratar-se de um prémio para as próximas gerações
O vidro é aliás um dos materiais principais da estrutura deste museu, muito luminoso, de onde se pode observar o parque circundante de quase todo os cantos. Este novo museu de história natural, orçado em quase 500 milhões de dólares, foi desenhado para responder a perguntas como "como evoluiu a vida?" ou "como sobreviveremos?" e apresenta exposições sobre os efeitos das alterações climáticas e a evolução das espécies em Madagáscar e nas ilhas Galápagos.
Renzo Piano confessou ter-se apaixonado pelo projecto e que passou longas horas sentado no local onde o museu seria construído, no parque Golden Gate, a reflectir sobre a melhor maneira de o incorporar naquele ambiente. O resultado é um elegante edifício de vidro e de telhado ondulado que parece ter crescido de forma natural no terreno do parque, sendo por isso já considerado o museu mais ecológico do mundo.
Na realidade, essa era a intenção do arquitecto. "Levantei o parque Golden Gate, coloquei o edifício por baixo e voltei a por a vegetação em cima", explicou. Todo o telhado do edifício - uma superfície ondulada de 10.000 metros quadrados em homenagem às colinas de São Francisco - está coberto de plantas e flores autóctones.
Esse "tecto vivo" cumpre a função de manter fresco o interior do edifício com os 13 milhões de litros de água usados por ano na rega das plantas e que são em grande parte reutilizados para outros fins no museu. A temperatura é fresca no interior, apesar do calor do exterior e só em poucas zonas do edifício existe ar condicionado.
No telhado de vidro, comportas e cortinas controladas por computadores abrem-se e fecham-se para manter a temperatura adequada dentro do recinto e facilitar a passagem da brisa do Pacífico. A reciclagem foi prioritária no desenho do edifício, sendo por exemplo utilizadas calças "jeans" velhas no isolamento das paredes. Além disso, o museu está rodeado por uma vedação envidraçada em que foram integradas células fotovoltáicas, através das quais o edifício gera 15 por cento da energia eléctrica que consome.
Renzo diz tratar-se de um prémio para as próximas gerações
O vidro é aliás um dos materiais principais da estrutura deste museu, muito luminoso, de onde se pode observar o parque circundante de quase todo os cantos. Este novo museu de história natural, orçado em quase 500 milhões de dólares, foi desenhado para responder a perguntas como "como evoluiu a vida?" ou "como sobreviveremos?" e apresenta exposições sobre os efeitos das alterações climáticas e a evolução das espécies em Madagáscar e nas ilhas Galápagos.
Descoberto mecanismo da formação de metásteses no pulmão
Cientistas japoneses descobriram o mecanismo que leva um tumor primário a gerar metástases no pulmão, indica um estudo hoje publicado pela revista científica britânica Nature Cell Biology.
O tumor primário prepara o pulmão para a sua invasão através de quemoquinas, substâncias inflamatórias que invadem o tecido pulmonar e guiam a migração das células cancerígenas para esse órgão, onde se agrupam em metástases.
Além disso, a equipa de investigadores japoneses da Tokyo Women's Medical University School of Medicine descobriu que os tumores primários também fazem com que as células do pulmão produzam um factor químico adicional, o serum amilóide A3 (SAA3).
Este factor acelera o recrutamento de células tumorais primárias ao activar os genes implicados na inflamação e ao estimular a produção de quemoquinas.
Numa experiência com ratinhos de laboratório, os investigadores conseguiram reduzir "significativamente" as metástases do pulmão através do bloqueio do SAA3 e dos seus receptores.
Neste sentido, consideraram que a descoberta poderá contribuir para o desenvolvimento de fármacos que impeçam a expansão do cancro.
Por outro lado, acrescentaram, abre pistas para entender como é que as células cancerígenas podem estabelecer novos tumores em lugares distantes do tumor inicial.
O tumor primário prepara o pulmão para a sua invasão através de quemoquinas, substâncias inflamatórias que invadem o tecido pulmonar e guiam a migração das células cancerígenas para esse órgão, onde se agrupam em metástases.
Além disso, a equipa de investigadores japoneses da Tokyo Women's Medical University School of Medicine descobriu que os tumores primários também fazem com que as células do pulmão produzam um factor químico adicional, o serum amilóide A3 (SAA3).
Este factor acelera o recrutamento de células tumorais primárias ao activar os genes implicados na inflamação e ao estimular a produção de quemoquinas.
Numa experiência com ratinhos de laboratório, os investigadores conseguiram reduzir "significativamente" as metástases do pulmão através do bloqueio do SAA3 e dos seus receptores.
Neste sentido, consideraram que a descoberta poderá contribuir para o desenvolvimento de fármacos que impeçam a expansão do cancro.
Por outro lado, acrescentaram, abre pistas para entender como é que as células cancerígenas podem estabelecer novos tumores em lugares distantes do tumor inicial.
quarta-feira, 24 de setembro de 2008
Portugal vai ser pioneiro a nível mundial no aproveitamento da energia das ondas
"Portugal é, a partir de hoje, o primeiro país do mundo a produzir, a sério, electricidade a partir das ondas. Há muitos protótipos em teste em vários pontos do globo. Mas o parque das ondas da Aguçadoura, que é hoje inaugurado ao largo da Póvoa do Varzim, é pioneiro na produção eléctrica numa escala pré-comercial, a partir de equipamentos produzidos industrialmente.
São três máquinas com tecnologia britânica, que oscilarão ao sabor das ondas, gerando electricidade que o fabricante diz ser suficiente para alimentar 1500 habitações (ver infografia na página ao lado).
O projecto da Aguçadoura arranca com uma pequena capacidade - 2,25 megawatts (MW), equivalente à de um único aerogerador de um parque eólico. É uma migalha no bolo energético nacional.
Mas sair na frente pode ser decisivo para o país. "É claramente um projecto pioneiro", afirma António Sarmento, do Centro de Energia das Ondas, uma associação privada que estuda e promove esta forma alternativa de produzir electricidade."
Tipo de Fonte: Jornal On-line
+ Info: Público
quinta-feira, 19 de junho de 2008
“Desafios na Conservação das Zonas Marinhas – Que Futuro?”
Liga para a Protecção da Natureza
Seminário: “Desafios na Conservação das Zonas Marinhas – Que Futuro?”1 de Julho, pelas 14:15h, no Auditório da Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento, em Lisboa
Será uma oportunidade para abordar problemas ambientais, como a depleção dos recursos marinhos, a poluição e os desafios de uma gestão sustentável. Tendo em conta que Portugal é um dos países da União Europeia com a maior Zona Económica Exclusiva, este privilégio deve ser aproveitado, maximizando a sua conservação e implementando uma estratégio que optimize o desenvolvimento sustentado.
A esta iniciativa, integrada na celebração dos 60 anos da Liga para a Protecção da Natureza, seguir-se-á o lançamento da Publicação “60 anos pela Natureza em Portugal”.
A participação no Seminário é gratuita, mas dado que o número de participantes é limitado pela capacidade do auditório, solicitamos a sua inscrição prévia, até às 14h do dia 30 de Junho, para o e-mail lpn.natureza@lpn.pt.
Programa Detalhado
sexta-feira, 23 de maio de 2008
Comece já hoje a juntar as suas rolhas de cortiça!
Reciclagem de rolhas de cortiça
A partir de dia 22 de Abril (Dia da Terra) será iniciada a recolha nos restaurantes. No Dia 5 de Junho (Dia Mundial do Ambiente) já poderá colocar as suas rolhas nos "Rolhinhas" dos Hipermercados Continente Posteriormente iremos alargar a outros locais. Programa de Reciclagem de Rolhas de Cortiça Assiste-se, actualmente, a uma grande pressão sobre as rolhas de cortiça, produto vital na cadeia de valor acrescentado que beneficia as comunidades rurais e que garante igualmente a sustentabilidade económica de todas as aplicações de cortiça. Esta pressão provém de produtos alternativos (vedantes sintéticos e cápsulas de alumínio), que são derivados do petróleo e do alumínio, indústrias ambientalmente nocivas. Há, pois, que defender a rolha de cortiça como produto que garantiu e deverá continuar a garantir a manutenção do montado de sobreiros, um dos ecossistemas mais ricos em biodiversidade do continente europeu e que se estima absorver, por ano, 4,8 milhões de toneladas de CO2, um dos principais gases causadores do efeito estufa e do consequente aquecimento global. Como a cortiça é a própria casca da árvore, também retém CO2 e ao ser reciclada, evitam-se emissões deste gás para a atmosfera, contrariamente ao que acontece quando se decompõe ou é incinerada. O GREEN CORK é um Programa de Reciclagem de Rolhas de Cortiça desenvolvido pela Quercus, em parceria com a Corticeira Amorim, a Modelo/Continente e a Biological. Tem como objectivo não só a transformação das rolhas usadas noutros produtos, mas, também, com o seu esforço de reciclagem, permitir o financiamento de parte do Programa "CRIAR BOSQUES, CONSERVAR A BIODIVERSIDADE", que utilizará exclusivamente árvores que constituem a nossa floresta autóctone, entre os quais o Sobreiro, Quercus suber. O projecto foi construído tendo por base a utilização de circuitos de distribuição já existentes, o que permite obtermos um sistema de recolha sem custos adicionais, que possibilita que todas as verbas sejam destinadas à plantação de árvores. Tudo isto sem aumentar as emissões de CO2! As rolhas de cortiça recicladas nunca são utilizadas para produzir novas rolhas, mas têm muitas outras aplicações, que vão desde a indústria automóvel, à construção civil ou aeroespacial. A internacionalização do projecto está já a ser negociada. Em breve, as rolhas usadas de outros países europeus começarão a ser recicladas em Portugal, dentro de um esquema montado a partir daqui, resultando num contributo adicional para o esforço de reflorestações e conservação de florestas autóctones portuguesas. Este exemplo único de exploração de uma floresta autóctone, que conseguiu ao longo dos tempos conciliar criação de riqueza, serviço ambiental e impacto social positivo, irá agora completar este ciclo, renovando a própria floresta que esteve na sua origem. |
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